Para esta São Paulo de 458 anos,
a cidade das minhas eternas paixões.
Asfalto fuga e fumaça
Suas trilhas nefastas
Perseguem as minhas
Na prega da saia
No beijo do vento
Na flor descoberta
Vermelha no centro.
Cidade de azuis clandestinos
Couraça de pó e cimento
Me abraça como um noivo
E me lança viadutos adentro.
Me entontece nas curvas
Me sussurra nos trilhos
Encruzilhadas de amor eterno.
É assim que te quero
Na volúpia pneumática das esquinas
Inteira como as avenidas
Da minha Paulista humana loucura.
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